quinta-feira, 29 de junho de 2023

Hei de morrer jovem na flor dos nem sei quanto anos com as costas arqueadas pelo peso de uma vida e as pernas enfraquecidas por trilhas - atalhos - estradas hei de morrer jovem na flor dos meus desenganos com os olhos assim embaçados por conta do quanto á enxerguei e a pele enrugada pelo muito que semeei hei de morrer certamente ainda que permaneçam os espinhos pois embora não te pareça jovem ainda estarei pois esta foi minha escolha meu rito sagrado minha lei hei de morrer qualquer dia antes que seja tarde mas só quando acabarem os poemas e tomara "Deus que docemente pois por mais que eu tenha pecado ele sabe o quanto eu amei hei de morrer jovem quer "Deus que eu morra com a alma jovem a vagar pela praia sem precisar que alguém me socorra na subida da maré que se espraia quero chegar aos nem sei quantos anos lúcido tranquilo caminhando à beira mar a espalhar aos quatro ventos o sonho de ter tanta gente com quem partilhar e quando na vida chegar o cansaço que eu sente na areia fofa e espere surgir lá do horizonte a doce regaça numa vela branca vindo na direção fazendo com que meu coração acelere à chegada da nova emoção...

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